De uma tribo Amazônica , nasceu uma jovem de beleza irresistível, pele tostada pelo efeito do calor, cabelos longos como o reflexo do sol, andar majestoso como o de uma deusa satírica totalmente diferente, assim era Uaraci filha única do cacique Uarucá. Possuia toda sabedoria da cura pelas plantas da selva, da caça pelo domínio que tinha sobre os animais e da pesca por seu fascínio pelas águas dos rios e igarapés.
Uaraci era considerada como um ente sagrado por seu pai e todos a respeitavam, por sua meiguice, a qual se igualava a da própria lua, a quem adorava.
Causava paixão em todos os jovens de sua tribo, porém parecia não amar ninguém.
Em noites de luar, Uaraci quedava-se à beira do regato e contemplava a lua cheia com fascínio e deslumbramento.
Amava a lua? Mas a lua não é uma mulher? Se perguntava cheia de aflição. Essa visão não lhe saia da cabeça, do pensamento, como a certeza atroz e alucinante de que não pertencia a esse mundo, porém queria ser útil de alguma forma, antes de partir. Uaraci caiu doente misteriosamente, definhava a cada dia, até que em uma noite de lua, veio a morrer na beira do regato.
O pai muito triste escolheu um terreno onde a água pudesse bater de vez em quando, e enterrou Uaraci, próximo à água que tanto amava.
Os dias passaram, mas Uaracá não deixava de visitar aquele local, notou entretanto que ali brotava uma estranha palmeira a qual logo se encheu de cachos com frutos vermelhos. Nesse dia ao se chegar no local, ouviu a voz de sua filha que dizia- Prova desse fruto, tu e toda nossa tribo, ele é o alimento produzido por mim, para o alento de todos, aproveitarás dessa palmeira desde a raiz, até a mais pequenina folha.
E assim aconteceu:
Com o tempo deram o nome de Miritizeiro aquela palmeira prodigiosa e para o fruto tão gostoso o nome de miriti: e Uaraci foi considerada como semelhante à mãe das frutas, oque significa:
Em Tupi- Guarani:
Ua: Fruta
Ra: semelhante
Ci: Mãe
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